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A Copa do Mundo sempre mexe com a rotina das empresas brasileiras. Em ano de Mundial, a pergunta volta para a mesa do RH, da liderança e das áreas de operação: como permitir que os colaboradores acompanhem os jogos do Brasil sem comprometer entregas, atendimento, produtividade e funcionamento do negócio?
Em 2026, a discussão ganha ainda mais relevância porque a Copa será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, com jogos distribuídos em diferentes fusos. A FIFA confirma que o torneio terá 104 partidas e será disputado de 11 de junho a 19 de julho, no maior formato da história, com 48 seleções.
No caso do Brasil, a seleção está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia será contra Marrocos, em 13 de junho, em Nova York; depois, o Brasil enfrenta o Haiti, em 19 de junho, na Filadélfia; e encerra a fase de grupos contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami, conforme a programação divulgada pela FIFA.
Para as empresas, o ponto central não é apenas saber o horário das partidas. É entender que a Copa pode deixar de ser um problema de agenda e se tornar uma oportunidade de engajamento. Quando há planejamento, o jogo não vira improviso, ausência injustificada ou queda de produtividade. Vira ação de cultura.
O erro mais comum das empresas é tratar os jogos da seleção como uma exceção resolvida na véspera. Essa postura cria ruído, insegurança e decisões diferentes entre áreas. Um gestor libera, outro não. Um time assiste junto, outro trabalha normalmente. Um colaborador compensa horas, outro não sabe se precisa compensar.
O resultado é previsível: clima ruim, sensação de injustiça e perda de foco.
A melhor saída é antecipar a regra. O RH deve comunicar, com clareza, como será o funcionamento da empresa nos dias de jogos do Brasil. A organização pode optar por expediente reduzido, pausa coletiva, banco de horas, trabalho remoto, saída escalonada ou transmissão interna. O modelo importa menos do que a previsibilidade.
Quando o colaborador sabe o que vai acontecer, ele consegue organizar suas entregas. Quando a liderança sabe qual regra aplicar, evita improviso. Quando a empresa comunica com antecedência, demonstra maturidade.
Permitir que colaboradores assistam aos jogos não significa abrir mão da produtividade. Significa organizar o trabalho com inteligência.
Nas áreas administrativas, por exemplo, a empresa pode antecipar reuniões, evitar agendas críticas próximas às partidas e orientar as equipes a entregarem demandas prioritárias antes dos jogos. Em empresas com regime híbrido, o trabalho remoto nos dias de partida pode reduzir deslocamentos, atrasos e dispersão.
Já em operações que não podem parar, como saúde, logística, varejo, indústria, atendimento ao cliente, segurança e suporte técnico, o caminho é outro: escalas planejadas. A empresa pode organizar rodízios para que todos tenham alguma possibilidade de acompanhar parte dos jogos, sem comprometer o serviço.
A lógica deve ser simples: ninguém precisa escolher entre torcer e cumprir sua responsabilidade. O papel da empresa é construir um acordo possível entre experiência do colaborador e continuidade do negócio.
A Copa é um evento esportivo, mas dentro das empresas ela também é um fenômeno emocional. Mexe com memória, identidade, conversa de corredor, pertencimento e integração entre áreas. O RH que entende isso deixa de atuar apenas como área operacional e passa a conduzir uma experiência coletiva.
Telões, decoração temática, lanche simples, bolões recreativos, quizzes, campanhas internas e espaços de convivência podem transformar os jogos em momentos de conexão. Não é preciso grande orçamento. O que faz diferença é a intenção.
Uma sala preparada para assistir ao jogo, uma comunicação bem-humorada, uma ação de integração entre áreas ou uma campanha de engajamento já ajudam a criar clima. Em tempos de equipes híbridas e relações de trabalho mais fragmentadas, momentos coletivos têm valor simbólico.
A Copa pode ser uma ferramenta de cultura organizacional. Mas, para isso, precisa ser pensada como experiência, não como concessão.
Muitas empresas ainda enxergam os jogos como ameaça à produtividade. Mas ignorar um evento de grande mobilização nacional pode gerar o efeito contrário. Colaboradores desmotivados, distraídos ou insatisfeitos dificilmente produzirão melhor apenas porque foram impedidos de acompanhar uma partida.
A produtividade moderna não depende apenas de presença. Depende de organização, clareza de prioridades, confiança e engajamento. Se a empresa planeja os dias de jogo, redistribui tarefas e comunica expectativas, a chance de perda real de produtividade diminui.
Mais do que isso: o gesto de permitir que os profissionais vivam um momento coletivo pode fortalecer a relação de confiança com a empresa.
No fundo, a pergunta não é se o colaborador vai querer assistir ao Brasil. A pergunta é se a empresa vai transformar esse desejo em um problema ou em uma oportunidade.
Também é importante lembrar que nem todo colaborador gosta de futebol ou deseja participar de ações ligadas à Copa. A empresa precisa criar alternativas e evitar qualquer clima de obrigação.
Quem quiser assistir, participa. Quem preferir seguir trabalhando, deve ter essa possibilidade. Quem estiver em escala essencial, precisa ser tratado com justiça e reconhecimento.
A boa gestão da Copa nas empresas passa por equilíbrio. O evento pode ser celebrado, mas sem excluir, pressionar ou infantilizar a relação de trabalho.
Quando houver necessidade de compensação, a empresa deve tratar o tema com objetividade. O banco de horas pode ser uma alternativa, desde que as regras sejam claras, comunicadas previamente e aplicadas de forma uniforme.
O RH deve explicar se haverá compensação, quando ela ocorrerá, quais áreas serão impactadas e como os gestores devem registrar as horas. Quanto mais transparente for o processo, menor o risco de conflitos.
A Copa não deve criar insegurança trabalhista. Deve ser uma ação organizada de gestão.
Nenhuma política funciona se os gestores não estiverem alinhados. Por isso, antes de comunicar os colaboradores, o RH precisa orientar a liderança.
Gestores devem saber como tratar pedidos, quais horários serão flexibilizados, como organizar entregas e como lidar com equipes que terão escalas diferentes. Também precisam compreender que o tom da comunicação importa.
Um líder que trata o jogo como incômodo pode gerar tensão. Um líder que organiza o time com antecedência transforma o momento em integração.
A liderança é peça-chave para que a experiência seja positiva e produtiva.
Empresas que sabem lidar com momentos coletivos fortalecem sua marca empregadora. Isso não significa transformar o ambiente corporativo em festa permanente, mas reconhecer que pessoas trabalham melhor quando se sentem respeitadas, incluídas e consideradas.
Em um mercado em que engajamento, retenção e cultura são cada vez mais estratégicos, a forma como a empresa trata a Copa também comunica valores. Uma organização rígida, confusa ou contraditória pode passar a mensagem de desconexão. Uma empresa planejada, flexível e justa mostra maturidade.
A Copa dura pouco. A percepção dos colaboradores sobre como foram tratados pode durar muito mais.
A seleção brasileira em campo costuma gerar histórias. Gols comemorados em grupo, pausas compartilhadas, brincadeiras saudáveis e ações criativas ficam na memória das equipes. Esses momentos ajudam a humanizar a empresa.
O RH pode usar a Copa para reforçar campanhas de pertencimento, diversidade, colaboração e bem-estar. Pode, por exemplo, associar os jogos a ações solidárias, arrecadação de alimentos, desafios saudáveis, integração entre unidades ou conteúdos sobre equilíbrio e convivência.
O futebol pode ser o ponto de partida. A cultura é o que fica depois.
A Copa do Mundo não precisa ser inimiga da produtividade. O risco não está no jogo. Está na falta de planejamento.
Empresas que se organizam com antecedência conseguem preservar entregas, manter operações essenciais, respeitar diferentes perfis de colaboradores e ainda criar uma experiência positiva de engajamento.
Para o RH, a oportunidade é clara: sair do papel de área que apenas comunica regras e assumir o protagonismo na construção de um momento coletivo inteligente. A Copa pode ser pausa, celebração e produtividade ao mesmo tempo, desde que exista alinhamento.
No fim, permitir que as pessoas torçam pelo Brasil não é apenas liberar tempo para assistir a uma partida. É reconhecer que empresas são feitas de pessoas, emoções, vínculos e momentos compartilhados.
E, quando o RH entende isso, o jogo deixa de acontecer apenas no campo. Também acontece na cultura da organização.
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