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O gestor que ignora o marketing digital está condenado?

No mundo dos negócios, ser esquecido é desaparecer sem sequer perceber o instante exato da própria ausência

Há um cemitério invisível na internet. Não tem lápides.

Não tem flores. Não tem epitáfios. Só silêncio.

É o lugar onde repousam empresas que acreditaram que “boca a boca” ainda bastava.

Que confundiram tradição com imobilidade. Que trataram o marketing digital como uma moda passageira.

O curioso?

Muitas delas eram excelentes. Mas excelência sem visibilidade é como justiça sem linguagem: não chega a ninguém.

E aqui começa o problema.

Montaigne já desconfiava: o ser humano é um especialista em se enganar.

O gestor moderno sofisticou essa arte. Acredita que entregar valor é suficiente para ser encontrado. Não é.

Vivemos numa economia de atenção.

E atenção virou moeda escassa.

Relatórios da HubSpot e da McKinsey indicam que empresas com estratégias digitais maduras crescem até 2,8 vezes mais rápido.

Isso não é tendência. É seleção natural corporativa. Ignorar o marketing digital hoje é como abrir uma loja sem porta.

Você pode ser brilhante.

Mas ninguém entra.

Há algo ainda mais delicado: o marketing digital não é apenas estratégia. É responsabilidade jurídica.

A LGPD não é burocracia. É um novo pacto civilizatório entre empresas e consumidores.

Dados não são meros ativos. São extensões da personalidade e da confiança.

Publicidade enganosa, uso indevido de dados e manipulação comportamental já não pertencem apenas ao campo da ética.

São potenciais passivos jurídicos.

O gestor que ignora o digital não apenas perde mercado.

Ele também se afasta das regras que estruturam o consumo contemporâneo.

Se Hobbes imaginou o Leviatã, hoje ele dividiria o trono com outro poder invisível: o algoritmo. Silencioso. Onipresente. Determinante.

Ele decide quem aparece. Quem some. Quem importa. Nietzsche talvez sorrisse diante da ironia: não são mais apenas os homens que interpretam o mundo.

Agora máquinas interpretam os homens. A Kodak inventou a câmera digital. E ignorou. Preferiu proteger o passado. Resultado:

transformou-se em um dos maiores símbolos de miopia estratégica da história corporativa.

O problema não foi falta de inteligência. Foi falta de coragem. Nem toda empresa está automaticamente condenada.

Existem nichos locais, negócios relacionais e mercados altamente fidelizados.

É possível sobreviver.

Mas sobreviver não é crescer.

E há uma diferença quase filosófica entre permanecer e evoluir.

Freud talvez explicasse essa resistência como mecanismo de defesa.

O novo ameaça o ego do gestor formado na lógica antiga.

Kierkegaard chamaria isso de angústia.

Schopenhauer, com seu pessimismo elegante, talvez diria que o homem prefere o conforto da estagnação ao desconforto da transformação.

Aqui está o ponto central. Marketing digital não é apenas canal. É linguagem. E linguagem define existência.

O negócio que não comunica sua presença torna-se invisível.

E invisibilidade, no mercado, é uma forma silenciosa de extinção.

Não há juiz. Não há tribunal. Não há sentença formal. Mas há algo talvez mais cruel. O esquecimento.

E no mundo dos negócios, ser esquecido é desaparecer sem sequer perceber o instante exato da própria ausência.

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Atualizado em: 23/04/2026 13:45